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terça-feira, 18 de agosto de 2015

E se em um encontro comigo mesma eu me desconhecesse? Minha vida tomou tantos rumos que no final de tudo eu já nem sei definir quem eu sou, ou o que sou... Tantas páginas foram viradas, ainda lembro do cheiro dos livros, lembro das primeiras letras que transformei em poesia, e daquela menina sem metas, que passava os dias a idolatrar a natureza até sentir-se parte dela. Aquela pobre menina se perdeu em mim, tornei-me profunda demais para que a pureza sobrevivesse, andei por lugares onde a poesia é apenas estética, silenciosa, fria e produto da razão.
Quando se atribui o pensamento racional aos versos eles deixam de ser poesia, assim como a vida sem emoção é um mero fruto do acaso.

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