SON(R)ORIDADE
Toca-me agora
Nobre musa das seis cordas,
Faz-me aguda como nota
Em teus braços debruçada,
Dedilha-me como queira,
Pois sou barro e tu madeira,
Do mesmo chão fui gerada
Temos curvas similares
No olhar do pervertido
Que jamais fizeram parte
Do nosso maior sustenido
Semelhanças que sustentam
Som quase despercebido
Tocamos a canção efêmera
No tom que pouco é ouvido
Mas meu instrumento é fêmea,
Vibra forte na frequência
Do grito mais reprimido
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